Encontrar meninas alemão

Cuca e o estupro de Berna: uma pesquisa sobre o que aconteceu

2020.10.12 15:36 gustasilvab Cuca e o estupro de Berna: uma pesquisa sobre o que aconteceu

Com o post sobre o caso gerando uma repercussão aqui no sub, resolvi postar esse texto, fruto de uma pesquisa que fiz ontem para tentar entender melhor o caso. Espero que gostem da pesquisa.
O TÉCNICO CUCA E O ESTUPRO DE BERNA
Com a repercussão negativa da contratação do atacante Robinho, condenado por estupro na Itália, pelo Santos, outro caso de violência sexual envolvendo uma personalidade do futebol brasileiro voltou à tona. Em 1987, durante uma excursão do Grêmio pela Europa, o então meio-campista Cuca, hoje treinador que comandará Robinho no peixe, ficou um mês preso em Berna, na Suíça. Ele foi acusado de estuprar uma garota de 14 anos chamada Sandra Pfaffli junto com outros três colegas de equipe. Cuca acabara de chegar ao time e sequer estreara oficialmente. Os detalhes do caso são nebulosos. Para tentar entender melhor o que aconteceu, procurei relatos no decorrer dos desdobramentos em jornais suíços e brasileiros da época. Eis o resultado dessas buscas.
Os primeiros relatos do escândalo de Berna foram registrados pela imprensa no dia 1º de agosto. O jornal local em língua francesa Le Nouvelist descreveu o incidente primeiramente sem identificar os atletas: “Quatro brasileiros, com idade entre 20 e 24 anos, foram presos ontem sob suspeita de estuprar uma jovem de 14 anos. Segundo seu depoimento, a adolescente foi estuprada na noite de quinta-feira em um hotel da cidade. A investigação imediata resultou na prisão dos quatro brasileiros. A vítima e seus agressores tiveram que ser examinados no Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna”. O nome dos gremistas, contudo, é revelado em outra notícia, ainda nessa mesma edição, em texto sobre a ausência dos quatro jogadores na partida dos gaúchos contra o Neuchâtel Xamax. “A agência Sportinformation revelou que os quatro titulares, Cuca, Eduardo, Henrique e Fernando, foram detidos pela polícia de Berna. No entanto, a agência especificou que ‘estes quatro jogadores eram suspeitos de terem comprado roupa interior feminina para as oferecer a menores que estavam com eles na loja’.” O texto ainda pondera que o motivo é “muito leve para justificar uma custódia policial”. O jornal em alemão Walliser Bote fez apenas uma breve menção ao caso no relato da partida e não se aprofundou no conteúdo das acusações. A imprensa brasileira não tardou a tratar do caso. Edição do Estado de São Paulo, ainda no dia 1º, reportou as prisões e deu os primeiros detalhes: “Segundo o vice-presidente de futebol do Grêmio, Raul Régis de Freitas Lima, que acompanha a delegação, a menina invadiu o quarto dos jogadores no Hotel Metropol pedindo flâmulas e camisetas do clube e, depois de algum tempo, saiu do local, inclusive vestindo uma das camisetas. Horas após, um grupo de policiais foi ao hotel para prender os jogadores, informando que a menina havia registrado queixa de ser vítima e violência sexual”. O jornal aponta que material genético dos cinco envolvidos fora coletado.
No dia seguinte, a Folha de São Paulo informa que o caso havia sido repassado ao Itamaraty pelas autoridades suíças e explica que os jogadores estavam mantidos separados em três prisões: Henrique e Eduardo em Berna, Fernando em Belp e Cuca em Bugdorf. A reportagem ainda traz um relato da mãe de Cuca, dizendo ter sido informada de que apenas Henrique e Eduardo mantiveram relações sexuais com a menor, enquanto acreditava que seu filho havia sido detido apenas para cumprir o papel de testemunha. Cuca e Fernando foram presos 24 horas depois dos outros dois companheiros, conta. A Folha de São Paulo do dia 4 traz relato de um irmão de Henrique, contando que dois jogadores, não identificados, admitiram relações sexuais com a menor, mas de forma consentida, o que fora confirmado pelos exames médicos realizados em Sandra. A suposta confissão foi reafirmada pelo Estadão em texto dia dia seis, mas dessa vez nomeando os envolvidos: Henrique e Eduardo. Segundo Peter Schauff e Andreas Roth, advogados contratados para defender os jogadores, não há dúvida de que existe culpa no caso. Eles, no entanto, alegas que consideram o delito algo banal. O consulado brasileiro já havia entrado em contato com os jogadores a este ponto. Fernando e Cuca seguem negando participação. Reportagens dos dias seguintes, contudo, contradizem Cuca, e apontam que apenas Fernando não esteve ativamente envolvido com a menina. Os advogados argumentam que a relação foi consentida e que eles acreditavam que ela já era maior de idade. A agência de notícias Ansa, replicada pela Folha, relatou que os jogadores se sentiram provocados quando Sandra trocou de camiseta na frente deles. O juiz Jurg Blazer, indicado para instruir o inquérito, resolve colher um segundo depoimento de todos os envolvidos.
A descrição mais forte da acusação foi publicada no dia 14 pela Folha de São Paulo. O jornal repercutiu uma entrevista de Sandra para o jornal Blick, em que ela narra como foi seviciada após ter ido ao hotel junto com amigos, que foram expulsos pelos jogadores. Apenas ela foi mantida no local. “Afirmou que foi imobilizada por Fernando, Eduardo e Cuca, enquanto Henrique a violentava. Um outro jogador teria mantido relações sexuais com ela, mas Sandra disse não saber quem é”. Não encontrei a publicação original com a entrevista completa.
No dia 20, nota do Estadão noticia que o Grêmio voltou ao Brasil sem a presença dos quatro acusados, ainda encarcerados na Suíça. No dia 29, os jogadores foram liberados e embarcaram de volta o Brasil, informa a Folha de São Paulo. O juiz Jurg Blazer concluiu que não houve violência na relação sexual entre os acusados e a adolescente. Segundo o Consulado do Brasil em Genebra, o juiz asseverou que, como não foi comprovada prática violenta, os jogadores não se caracterizavam como pessoas perigosas à sociedade. “Sendo assim, a pena máxima para os atletas seria a condenação com sursis (suspensão condicional da pena)”, explica o texto. O último relato que localizei na mídia suíça se deu na edição de 31 de agosto do jornal Neue Zürcher Nachrichten, apenas com a descrição da chegada dos jogadores em solo brasileiro.
Apesar de a diplomacia brasileira argumentar à Folha que o caso se encerraria com essa decisão, a acusação seguiu para julgamento, conforme acompanhou o jornal em 28 de outubro de 1988, na ocasião em que o Grêmio avisou os atletas que os custos processuais, a partir de então, seriam de responsabilidade deles. A última menção ao caso na Folha foi em 16 de agosto de 1989, onde informa que no dia anterior, Cuca e Henrique foram condenados a 15 meses de prisão, podendo cumprir pena em liberdade. O periódico não informou qual a tipificação penal da condenação. Àquela altura, Fernando e Eduardo também já haviam sido condenados. Desde a chegada dos quatro ao Brasil, o Estado de São Paulo só mencionara a acusação mais uma vez, após partida em que Cuca fez quatro gols, mas sem trazer nenhuma nova informação. Não consegui encontrar um acervo com ferramentas de pesquisas para consultar os jornais locais do Rio Grande do Sul.
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2020.10.02 10:11 weirdmom17 Finalmente descobri o sexo do meu neném mas não consigo pensar em um nome

Já estou no meio da minha gravidez e finalmente descobrimos: é uma menina! O problema é que está sendo impossível de encontrar um nome para ela. O agravante é que precisa funcionar em português e alemão, já que moramos na Alemanha.
Eu provavelmente já vi todas as listas de nomes que existem na internet e nenhum me deu aquele click... Com meu primeiro filho escolhemos no mesmo dia em que descobrimos o sexo. Foi tão fácil e natural...
Não aguento mais ler listas de nomes e acho muito ruim ficar me referindo a ela como bebê 2. Se alguém tiver sugestões, eu aceito
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2020.04.12 22:03 oppadoesntlikeyou Nesta quarentena, decidi assistir 1 filme estrangeiro por dia. Aqui vai a Lista de Filmes desta semana.

Os filmes tidos como estrangeiros são filmes de outros países fora do Brasil e filmes fora do circuito Inglês/Brasileiro. Assim, filmes em espanhol da América Latina, ou até mesmo Português de Portugal, estão se enquadrando na minha categoria de "estrangeiro".
Devido aos meus estudos em Coreano, a maior parte dos filmes da lista é da Coréia do Sul.
1 - Corpvs Christ - Um filme polonês indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro, trata de um detento que se converte ao catolicismo dentro de um reformatório e deseja se tornar padre, mas pelo seu passado, ele não pode ser aceito no seminário. Ainda assim, ele acaba se passando por um padre numa cidadezinha do interior da Polônia que possui conflitos não resolvidos entre seus moradores. (Nota 7.8).
2 - Juror 8 - O filme trata-se do primeiro caso da história da Coréia do Sul a ser julgado por júri popular em 2008. Até então, os julgamentos eram julgados pelo próprio juiz. O filme trata dos 8 primeiros cidadãos a serem convocados para serem o júri e o caso em que participaram 2008). O filme é de 2019 (ano passado). (Nota: 8.7)
3 - Castaway on the Moon (A Ilha do Sr. Kim) - Um homem decide se suicidar pulando da ponte do Rio Han na Coréia do Sul, mas acaba sendo levado pelo mar a uma ilha-parque de reserva natural que tem nas redondezas do rio. Lá, ele acaba voltando aos hábitos primitivos e uma jovem garota hikkimori que não gosta de sair do quarto, fica observando pela janela tudo que o Sr.Kim faz na ilha. Através de mensagens de garrafas e inscrições na areia, os dois passam a se comunicar. (Nota: 7.0)
4 - O Conto da Princesa Kaguya - Filme do Estúdio Ghibli sobre o conto folclórico da Princesa Kaguya, história do século X do Japão. Kaguya nasce de um bambu e acreditando ser um presente dos deuses, o cortador de bambu acredita que ela é uma princesa celeste. Assim, o cortador de bambu e sua esposa, que não podem ter filhos, acaba adotando a menina e cuidando dela até se tornar adulta. A animação toma influências de antigas pinturas japonesas e é um filme mais slice of life da princesa do que um filme épico. A arte é linda e tem momentos que pode ressonar com pessoas que viveram no interior e vida simples dos campos. (Nota 8.3)
5 - O Labirinto do Fauno - Dirigido por Guillermo Del Toro, é um conto que mescla o realismo com o mágico. O Labirinto do Fauno se passa na década de 40, nos anos da ditadura de Franco, sob o olhar da protagonista Ofélia, que ao encontrar com uma fada, deve passar por provas para provar o seu valor como a filha do Rei do Submundo. Nota (8.9)
6 - A Taxi Driver - Baseado em fatos reais conta a história de um jornalista alemão que viajou ao Coréia do Sul nos anos 80 para fazer uma matéria sobre Gwangju e a censura que estava acontecendo naquele local na época da ditadura no país. Para ir a Gwangju, o jornalista precisou ir de Táxi e o taxista que lhe leva até lá acaba sendo também o responsável por fazer com que a matéria jornalística sobre Gwangju acabe indo para o exterior e chamando atenção dos outros países para o massacre ocorrido. O evento de maio de 1980 e a truculência policial sobre os manifestantes ficou conhecido como Gwanju Uprising. (Nota 9.0)
7 - The Wave - Filme alemão que conta sobre o experimento de um professor que decide mostrar a sua turma os efeitos do fascismo sobre os membros da comunidade. A turma acaba-se dividindo entre os mais fervorosos ao novo comportamento e os outros que rejeitam com veemência. Esse embate entre os estudantes acabam tendo um efeito muito maior do que o professor havia calculado. (Nota 7.8).
Essa foi a lista que assisti esta semana. Dos 7 filmes, o que mais curti sem sombra de dúvida foi A Taxi Driver. O ator principal do filme é o mesmo ator principal de Parasite, Song Kang-Ho, e ele é realmente muito bom ator. Além do filme ter uma pegada mais realista sobre as pessoas (o taxista não queria se envolver com nada perigoso, ele só queria ganhar a grana pra levar o alemão para Gwnagju), ele é um pouco lento para mostrar a forma como a comunidade de Gwnagju estava lhe dando com a censura. Ser baseado em fato histórico ajuda no peso do filme, principalmente no ultimo terço do filme. O Figurino dos anos 80 também é legal de ver e notar que os anos 80 da Coréia não parecia tão distante do nosso. (Que também estava passando por algo parecido). O filme é de 2017 e foi o filme que a Coréia do Sul tentou enviar para concorrer ao oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano. É um baita filme.
Juror 8 também é interessante, mas ele é bem mais leve, e sabe dosar bem humor com o cenário do julgamento do homicídio do suspeito. Ainda assim é bacana ver como julgamentos se comportavam anteriormente sem a presença de um júri.
O que menos gostei da lista foi The Wave. Não que seja um filme ruim, (nota por nota, Castaway on the moon tem uma nota mais baixa, mas o filme é comédia romântica então não tem presunção de ser algo mais sério do que isso), mas achei um pouco exagerado em alguns pontos. No terceiro dia do experimento já tem gente pixando muro e invadindo casa dos opositores. Na minha opinião deixa o filme um pouco surrealista. Mas a mensagem do filme é clara e é importante notar algumas certas semelhanças com alguns de nossos vizinhos (ou familiares de zap zap e twitter).
E vocês já assistiram algum desses filmes, o que acharam? Comentem, vamos fazer de domingo um dia para guardar o cinema, ;)
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2019.07.10 19:11 vipzen A música Eduardo e Monica da banda Legião Urbana esconderia uma implicância com o sexo masculino?

O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música Eduardo e Mônica, do álbum Dois da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente, enquanto a feminina (Mônica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. Analisemos o que diz a letra.
Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Mônica (enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.
Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, Festa estranha significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. Gente esquisita é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da via-láctea. Enfim, esta era a tal festa legal em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.
Assim temos (- Eu não estou legal. Não agüento mais birita). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.
Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em E a Mônica riu nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Mônica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se quis saber um pouco mais leia-se quis dar para! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Mônica.
A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo boyzinho que tentava impressionar! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como boyzinho. Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Mônica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo). Se alguém aí age como boy, esta seria Mônica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Mônica.
E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?
Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Mônica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver filme do Godard). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal.
Na verdade, Mônica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.
Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Mônica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar. Mas a menina tinha tinta no cabelo). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. Ainda há pouco vimos Mônica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Mônica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril. Ou então porque é uma baranga escrota.
O autor insiste em retratar Mônica como uma gênia sem par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para Medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente.
Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.A., muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!
Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.
Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Mônica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema escola - cinema - clube - televisão). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola, caralho?!?
Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!
Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Mônica trabalha na previsão do tempo? Não. Mônica é geóloga? Não. Mônica é professora de química? Não. A porra da Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba?
Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência... Ainda em (Ele aprendeu a beber), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis, como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Mônica! Grande contribuição!
Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Mônica na cabeça do iludido Eduardo.
Sempre à frente em tudo, Mônica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Mônica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.
Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Mônica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.
O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes o homem sempre oprimiu a mulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que? Ora, porque tanto homens quanto mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!
Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos "The Fevers".
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2019.05.09 15:35 Amanda3exceler FRANKFURT

Uma grande cidade que pouco se parece com as cidades alemãs, essa é Frankfurt, centro econômico da Alemanha, que hoje perdeu um pouco da sua história arquitetônica e se parece muito com uma cidade grande e moderna – diferente de muitas cidades ao redor do país. Mas engana-se quem pensa que por lá ser uma “cidade grande” não existe opções para encantar-se pelo passado. Há sim. E você vai sair de Frankfurt encantando também pelo que ela é hoje.
Sua paisagem urbana é praticamente dominada por arranha céus e outros prédios grandiosos, dos quais a população se orgulha. Mas para ver a parte “velha” da cidade basta ir até o centro histórico da cidade, que você vai encontrar construções datadas dos séculos XV a XVIII. Mas algumas delas revelam restauros mais recentes, decorrentes dos bombardeios que assolaram o país durante a Segunda Guerra Mundial. Mas hoje em dia Frankfurt se destaca como um grande centro financeiro do continente, com diversas empresas de impacto mundial que movimentam sua economia. Ela ainda é considerada uma das melhores cidades para se viver, mesmo considerando seu alto custo de vida.
Essa é a cidade onde pessoas que são conhecidas ao redor do mundo nasceram, como a menina Anne Frank, que sofreu com o holocausto e teve um diário seu publicado, e também o escritor Goethe, onde há uma casa com seu nome e seus itens pessoais expostos. Frankfurt une o passado ao presente, com graciosidade e deslumbramento para ninguém colocar defeito.

Guia básico

Localização: Alemanha
Clima: Oceânico
População: 687.775 mil habitantes
Idioma: Alemão
Fuso horário: 2 a 3 horas a mais que o horário de Brasília.

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